Imagens da exposição Aparição, na galeria Anita Schwartz
- 4 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Olá pessoal!
Seguem abaixo algumas imagens da exposição Aparição, na galeria Anita Schwartz, no Rio de Janeiro.
A exposição fica em cartaz até o dia 22 de Novembro.

Vista da exposição, Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Arquipélago, papel cortado montado com alfinetes sobre a parede, 2025. Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Detalhe da instalação Arquipélago, papel cortado montado com alfinetes sobre a parede, 2025. Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Vista da exposição, Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Vista da exposição, Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Vista da exposição, Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.
APARIÇÃO – PEDRO VARELA
Há ruído no silêncio. Você consegue ouvir? E as formas no vazio, consegue ver? Chega mais perto, observa. Nem tudo é preto no branco, ou branco no preto. Aqui, luz e sombra, claro e escuro, belo e caricato se alternam e se desafiam, em um tensionamento constante. Eis a atmosfera de Aparição, primeira exposição individual de Pedro Varela na Anita Schwartz Galeria de Arte.
Unindo o humor ácido de sua série de recortes e memes a uma releitura das pinturas de florestas psicodélicas tropicais, agora em paleta preta e branca, o artista apresenta um universo simbólico, íntimo e subjetivo, por meio do qual estabelece comunicação direta com a geração insônia, imersa em pensamentos incessantes e devorada pela ansiedade. Varela dialoga também com outros artistas, de diferentes áreas e gerações. É possível observar, no conjunto de obras apresentadas, referências diversas: o Rio de Janeiro noturno e melancólico de Oswaldo Goeldi; as variações tonais de Alfred Kubin; a flora psicodélica de Ernst Haeckel; as florestas tropicais de Albert Eckhout e Franz Post; assim como a importante influência de artistas contemporâneos, como Hernan Bas, María Berrío e Robin F. Williams.
Numa época de excessos, o visitante é surpreendido com um jogo mimético branco sobre branco no espaço central da galeria. Arquipélago, instalação inédita composta por papéis recortados e fixados com alfinetes, projeta sombras sobre a parede, criando um delicado antagonismo entre presença e ausência. São desenhos feitos com estilete, nos quais o gesto do corte substitui o traço, e o vazio se torna linguagem. Uma proposição de quietude, em contraposição ao turbilhão de estímulos da vida contemporânea.
As sutis interferências no branco da parede ecoam por toda a exposição. O contraste entre pretos e brancos aparece em diferentes escalas — nas superfícies recortadas, nas pinturas em que tinta preta e branca se alternam sem se misturar, e nos tons de cinza que habitam o espaço entre ambos.
Florestas com ares de sonhos e contos de fadas são invadidas por formigueiros de palavras, que se dispersam sobre caules e plantas, evocando encontros efêmeros, desejo e perda. Flores se projetam em busca de sol, em pinturas com aspecto de trabalho em construção. Plantas incorporam o espírito humano, na procura por uma identidade tropical latino-americana, analogia à nossa natureza interior. Figuras fantasmagóricas provocam o espectador. Há ainda aparições inesperadas: pequenas figuras históricas que invadem a cena, captadas apenas pelo olhar mais atento - Tarsila do Amaral, Dom Pedro, caravelas portuguesas, pirâmides mesoamericanas.
Numa outra vertente, aparições mais humanas e serenas surgem, personificando o ser por trás do turbilhão de pensamentos. Ora com o olhar absorto em reflexões existências, que fluem no entorno como um rio; ora de olhos fechados, como que em transe meditativo, mergulhado num vermelho-sangue de proposição ambígua: dar a ver a vitalidade que pulsa nas veias e o aspecto visceral, quase gore, de uma subjetividade em crise. Inquietação pujante, num espaço em que o plácido e o perturbador coexistem.
Cecília Fortes
Curadora

Vista da exposição, Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Vista da exposição, Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.

Vertido 2, acrílica sobre tela, 80 x 100 cm, 2025. Cortesia Anita Schwartz Galeria de Arte. Foto: Jaime Acioli.
A exposição fica em cartaz até o dia 22 de novembro. Para mais informações:






















![PESAD[E]LO - Paradoxo Casa Ateliê](https://static.wixstatic.com/media/076827_edaf9eaf4b2b4d378d97a3b91c0e59d4~mv2.jpeg/v1/fill/w_198,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/076827_edaf9eaf4b2b4d378d97a3b91c0e59d4~mv2.webp)
![PESAD[E]LO - Paradoxo Casa Ateliê](https://static.wixstatic.com/media/076827_edaf9eaf4b2b4d378d97a3b91c0e59d4~mv2.jpeg/v1/fill/w_38,h_48,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/076827_edaf9eaf4b2b4d378d97a3b91c0e59d4~mv2.webp)






I really enjoyed exploring these images from Aparição—there’s something quietly powerful about the way the works seem to emerge rather than simply present themselves. The layering, textures, and subtle use of light create a feeling that’s both intimate and slightly mysterious, almost like memory taking shape. It made me think about how art doesn’t always need to be loud to leave an impression; sometimes it’s the understated pieces that linger the longest. As someone who often turns to a coursework writer when I need help articulating complex ideas, I appreciate how this exhibition communicates depth without over-explaining itself. It invites the viewer to slow down and engage more personally, which feels rare in a fast-paced digital world. Overall, this collection…