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  • Pedro Varela

Autofágico - individual na Zipper galeria


Olá! No sábado dia 15 de Junho inauguro minha próxima exposição individual: "Autofágico". Nessa exposição apresentarei um conjunto de obras um pouco diferentes daquelas monocromáticas que venho mostrando nos últimos anos. Continuo investigando paisagens tropicais do nosso imaginário, criando diálogos entre diferentes referências que vão do quadrinho, passando pela modernidade e chagando nas paisagens criadas por artistas viajantes do período colonial. Em paralelo abre a exposição Crash com curadoria da Romy Pocztaruk e Fernanda Medeiros. Estão todos convidados!!!

Segue abaixo o informativo da galeria.

PEDRO VARELA Autofágico Texto : Marcelo Campos Abertura: 15 de junho de 2019, sábado, 12h

A representação do imaginário tropical – ou daquilo que se constituiu como discurso dominante em relação aos trópicos – tem sido o principal objeto de investigação de Pedro Varela. Se, em séries anteriores, o artista tratou do tema a partir da monocromia e de uma certa frieza, nas pinturas reunidas em sua nova individual na Zipper, aberta no dia 15 de junho, predomina uma exuberante paleta de cores, muitas vezes dissonante e contrastante. “Autofágico”, com curadoria de Marcelo Campos, é a quarta individual dele na galeria. A diversidade cromática reforça a relação de diálogo entre figuração e abstração presente na obra de Pedro Varela. “Os trópicos ganham estranheza através destas cores. Em alguns momentos, chegam a ser psicodélicos, com rosas e verdes fluorescentes. Em outros apresenta tons que poderiam estar em pinturas de Guignard, Tarsila do Amaral, Glauco Rodrigues, Segal ou gravuras de Goeldi”, comenta o artista. Mas não só as cores marcam a diferença em relação às séries anteriores. Em “Autofágico”, o artista faz releituras de gêneros clássicos da pintura – como natureza morta e paisagem – em trabalhos nos quais se imbricam uma infinidade de personagens, paisagens inventadas, uma “botânica alienígena”, textos, formas abstratas, misturadas às referências europeias de representação dos trópicos e os elementos da história da arte. Outra característica que sobressai dos trabalhos é a busca do artista por um universo híbrido, de narrativa não linear, com alusões do carnaval aos artistas viajantes, do barroco mineiro ao modernismo antropofágico. “Abri espaço para uma discussão sobre a vida contemporânea. São pinturas que de alguma maneira tentam ser autofágicas em relação a nossa cultura, digerindo e regurgitando o que foi absorvido durante nossa modernidade”, ele afirma. “Autofágico” fica em cartaz até 3 de agosto. Sobre o artista Pedro Varela (Niterói, Brasil, 1981) vive e trabalha em Petrópolis, Rio de Janeiro. O artista mistura referências literárias e do período barroco em pinturas que remetem a um mundo tropical imaginário. Com um forte caráter de narrativas visuais, suas obras exploram a ideia do exótico frequentemente associada aos trópicos. Em séries mais recentes, Varela vem alternado pinturas em tons vibrantes e formas psicodélicas e outras em paletas de cores reduzidas, como monocromáticos em preto, branco e azul. Tem trabalhos nas seguintes coleções: Coleção SESC (São Paulo-SP); Gilberto Chateaubriand/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ); Montblanc México (Cidade do México); Sprint Nextel Art Collection, Overland Park; Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro (MAR-RJ). Entre suas principais exposições destacam-se: “Pedro Varela”, Zipper Galeria, São Paulo, 2016; "O grande tufo de ervas (Com Mauro Piva)", Galeria do Lago – Museu da república, Rio de Janeiro, 2015; "Crônicas tropicais", MDM Gallery, Paris, 2015; "Tropical", Galeria Enrique Guerrero, Mexico DF, 2014; "Dusk to dawn… Threads of infinity (com [with] Carolina Ponte)", Anima Gallery, Doha, Catar, 2014; "Pedro Varela", Centre Culturel Jean-Cocteau, Les Lilas, 2014; "Pedro Varela", Xippas, Montevidéu, 2013; "Le Brésil Rive Gauche", Le Bon Marché Rive Gauche, Paris, 2013; "Tropical", Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2012; "Ficções", Caixa Cultural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015; "Anima Gallery two years anniversary", Anima Gallery, Doha, Qatar, 2014'; "Latina", Xippas Art Contemporain, Genebra, 2014; "Repentista", Gallery Nosco, Londres, 2014. Sobre o curador Marcelo Campos. Possui graduação em Comunicação Social - Faculdades Integradas Hélio Alonso (1994), mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e doutorado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professor efetivo do Programa de Pós Graduação em Artes/UERJ, Diretor do Departamento Cultural da UERJ. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Crítica da Arte e Curadoria, atuando principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, artes visuais, história e teoria da arte, antropologia da arte e brasilidade. Serviço Autofágico Exposição individual de Pedro Varela na Zipper Galeria Curadoria: Marcelo Campos Abertura: 15 de junho de 2019, às 12h Em cartaz até 3 de agosto de 2019 R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306 Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h

ZIP`UP: CRASH Artistas: Camila Svenson, Enantios Dromos, Henrique Fagundes, Pedro Ferreira Curadoria: Fernanda Medeiros e Romy Pocztaruk Abertura: 11 de maio de 2019, às 12h

As interseções entre autobiografia e ficção aparecem como o eixo central da coletiva “CRASH”, abrigada no programa Zip’Up. A convite da curadora Fernanda Medeiros e da artista Romy Pocztaruk, os artistas emergentes Camila Svenson, Enantios Dromos, Henrique Fagundes e Pedro Ferreira ocupam o andar superior da Zipper com trabalhos que partem dos universos próprios dos artistas para criar narrativas ficcionais com elementos de seus repertórios visuais e afetivos. No dia da abertura da exposição – 15 de junho –, o artista Henrique Fagundes realiza a performance “Cinema Transcendental”. O trabalho é um vídeo baseado em colagens sonoras e visuais, controladas e executadas ao vivo: uma pintura audiovisual que se constrói através de camadas de informação sobrepostas em uma narrativa fissurada e densa, formada por trechos retirados de vídeos apropriados da Internet remixados e misturados com temáticas de figuras geométricas das raves a sons de disparos de armas de fogo. Já Camila Svenson apresenta a série “Terra que finda” (2019), em fotografia e vídeo. Trata-se de uma cidade ficcional, concebida pela artista e revistada por ela. “Realizo expedições esporádicas a este território sem nome, inventando um espaço de espera e falsa calmaria, onde o único relógio existente habita a sala escura de uma casa amadeirada. Relógio de corda, que insistentemente toca as 12 badaladas desde que se conhece por relógio - insistindo em uma atividade obsoleta. Algo esta errado mas ninguém consegue explicar o que é”, escreve a artista sobre sua série. Pedro Ferreira exibe série fotográfica que se articula no poder do discurso visual abstrato e subconsciente, na busca por traças novas diretrizes para tecnologias ultrapassadas. E, por fim, Enantios Dromos mostra fotografias e vídeos, em VHS, que refletem sobre a ressignificação existencial do corpo, a partir performances. A coletiva “CRASH” fica em cartaz até 3 de agosto. Idealizado em 2011, um ano após a criação da Zipper Galeria, o programa Zip’Up é um projeto experimental voltado para receber novos artistas, nomes emergentes ainda não representados por galerias paulistanas. O objetivo é manter a abertura a variadas investigações e abordagens, além de possibilitar a troca de experiência entre artistas, curadores independentes e o público, dando visibilidade a talentos em iminência ou amadurecimento. Em um processo permanente, a Zipper recebe, seleciona, orienta e sedia projetos expositivos, que, ao longo dos últimos seis anos, somam mais de quarenta exposições e cerca de 60 artistas e 20 curadores que ocuparam a sala superior da galeria. Sobre os artistas Henrique Fagundes é um artista multimídia e um dos diretores do Festivau de C4nn3$, festival audiovisual que reside em Porto Alegre - já tendo acontecido nem cidades como São Paulo, Brasília e Córdoba – Argentina. Formado em licenciatura em Artes Visuais no Instituto de Artes, UFRGS, em sua produção poética realiza instalações, performances visuais e sonoras, e busca relacionar os desdobramentos dessas experiências em outras mídias: trilhas sonoras para pinturas e vídeos que servem de gatilho para sons, criando composições e relações sinestésicas. Camila Svenson é artista visual. Vive e trabalha em São Paulo, especialmente com vídeo, fotografia e apropriação de objetos. Seu trabalho investiga possíveis experiências de encontro ao outro e como estes encontros acontecem e são modificados quando mediados por uma câmera, procurando refletir sobre as muitas concepções e representações que uma fotografia pode ter. Recebeu certificado em Fotojornalismo e Fotografia Documental do International Center of Photography em 2015. Foi parte de mostras coletivas nos Estados Unidos, Colômbia, Brasil, Islândia, Uruguay e México. A individual “You Will Never Walk Alone” aconteceu no MIS, Museu da Imagem do Som, em São Paulo. Faz parte também do Coletivo Amapoa. Pedro Ferreira é artista visual e ativista. Utiliza da fotografia e vídeo para conectar assiduamente o eu com o organismo, o grão de areia com o deserto, a falta com o complemento. Articula-se através do poder do discurso visual abstrato e subconsciente em busca de traçar novas diretrizes e sobrescrever tecnologias ultrapassadas. Enantios Dromos é transativista NB, artista visual, performer e corpo limítrofe. Trabalha do limbo dos gatilhos, atiça raivosamente mentes para imergirem em um inception infinito sobre desprogramação mental e ressignificação existencial. Recorre principalmente aos experimentos com o próprio corpo e outros corpos dissidentes para atuar com suportesdiversos, como vídeo em VHS, fotografia e instalação. Performou durante a SP-ARTE 2018, além de somar parcerias com artistas e coletivos em diferentes projetos, sempre com foco e busca por restituição. Sobre as curadoras Romy Pocztaruk (Porto Alegre, 1983) lida com simulações, refletindo sobre a posição a partir da qual a artista interage com diferentes lugares e com as relações entre os múltiplos campos e disciplinas com a arte. Diversas vezes premiado, o trabalho da artista está presente em coleções como Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte do Rio. Com a série “A Última Aventura”, em que a artista investiga vestígios materiais e simbólicos remanescentes da construção da rodovia Transamazônica, projeto faraônico, utópico e ufanista relegado ao abandono e ao esquecimento, Romy participou da 31ª Bienal de São Paulo. Principais exposições individuais: “Geologia Euclidiana”, Centro de Fotografia de Montevideo, Uruguai (2016); “Feira de ciências”, Centro Cultural São Paulo (2015). Principais exposições coletivas: “Uma coleção Particular: Arte contemporânea no acervo da Pinacoteca”, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2015); “Télon de Fondo”, Backroom Caracas, Venezuela (2015); “BRICS”, Oi Futuro, Rio de Janeiro (2014); “POROROCA”, Museu de Arte do Rio de Janeiro (2014); “9ª Bienal do Mercosul”, Porto Alegre (2013); “Region 0”, The Latino Video Art Festival of New York, New York (2013); “Convite à viagem: Rumos Itau Cultural”, Itau Cultural, São Paulo (2012). Fernanda Medeiros (Porto Alegre, 1989) é curadora, pesquisadora e produtora. Bacharel em História pela PUCRS, cursando a especialização lato sensu em Práticas Curatoriais do Instituto de Artes da UFRGS e graduanda no bacharelado em História da Arte da UFRGS. Curadora Assistente e Coordenadora de Operações no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). Faz parte do comitê de curadoria da Galeria Ecarta. Idealizadora e editora da Cactus Edições, selo de publicações de artistas. Produtora na Bronze Residência, no festival de video-arte “C4NN3S” e na Feira Folhagem de publicações. Foi coordenadora do Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Vera Chaves Barcellos (2012-2019) e sócio-fundadora, curadora e produtora no Acervo Independente (2014 - 2017). Serviço Zip’Up: CRASH Exposição coletiva na Zipper Galeria Curadoria: Fernanda Medeiros e Romy Pocztaruk Artistas: Camila Svenson, Enantios Dromos, Henrique Fagundes, Pedro Ferreira Abertura: 15 de junho de 2019, às 12h Em cartaz até 3 de agosto de 2019 R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306 Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h Serviço Zip’Up: CRASH Exposição coletiva na Zipper Galeria Curadoria: Fernanda Medeiros e Romy Pocztaruk Artistas: Camila Svenson, Enantios Dromos, Henrique Fagundes, Pedro Ferreira Abertura: 15 de junho de 2019, às 12h Em cartaz até 3 de agosto de 2019 R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306 Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h


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